GRADUADO EM JORNALISMO E HISTÓRIA,
COM MESTRADO E DOUTORADO EM SOCIOLOGIA DA CULTURA E
PROFESSOR TITULAR DA PUCRS.
PÓS-DOUTORADO NA FRANÇA SOB A ORIENTAÇÃO DE
MICHEL MAFFESOLI, JEAN BAUDRILLLARD E EDGAR MORIN.
Com uma equipe de dez pesquisadores que analisaram 15 mil documentos compos:
A HISTÓRIA REGIONAL DA INFÂMIA-
O DESTINO DOS NEGROS FARRAPOS E OUTRAS INIQUIDADES BRASILEIRAS,
OU COMO SE PRODUZEM OS IMAGINÁRIOS,
que se propoem a desfazer a mitologia a cerca da revolução farroupilha.
Tem 25 livros publicados e prepara um ensaio que pretende lançar em 2011.
SOBRE A REVOLUÇÃO FARROUPILHA:
A guerra dos farrapos foi regional, de proprietários e fazendeiros,
não mudou nada em nossas vidas
e não teve maiores consequências para os dias de hoje, a não ser no imaginário das pessoas
em certos festejos e folclore.
Ela não foi o que se apregoa nos CTGS, na semana farroupilha e tudo mais.
Não foi abolicionista, libertadora, nem emancipacionista.
Fazendeiros se sentiam prejudicados em alguns aspectos,
como impostos altos e com desprezo do império pela província.
Eles, no início, não eram republicanos, não pensavam em libertar os escravos,
não tinham grandes ideais.
Tinham, sim, alguns intereses econômicos e não mais.
O processo da revolução os arrastou e eles foram precisando tomar outras posições,
como proclamar uma república, que inicialmente nem mesmo
Neto e Bento Gonçalves queriam.
Eles foram se transformando com o passar dos anos,
MAS ESSA TRANSFORMAÇÃO NUNCA FEZ DELES HERÓIS EMANCIPADORES.
TENTAR DIZER HOJE QUE ELES ERAM PROGRESSISTAS É FALSO e
isso dá para provar, começar pelo fato de que o movimento foi financiado, em determinado momento, pela VENDA DE ESCRAVOS NO URUGUAI, e isso é uma novidade no meu livro e
sobre o qual não adianta eles ( os tradicionalistas ) espernearem e dizerem que não.

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