ENTRE O AQUI E O ACOLÁ
Em uma pacata cidade do interior,
tudo transcorria normalmente, isto é...
como nos dias anteriores.
Cada habitante conhecia cada habitante.
A mesma senhora a observar o movimento do cotidiano,
para ter o que contar a outra senhora,
sua companheira de fofocas do dia o dia...
falta de como ocupar suas horas vazias...
As crianças indo em direçaõ à escola,
os homens e mulheres, os trabalhadores,
se dirigindo a suas ocupações, etc.
Mas tudo mudaria com a chegada de um estranho, claro!
Em uma cidade de rotinas constantes,
qualquer pequena mudança se nota!
Era um homem de aspecto sombrio, a primeira vista.
Altura mediana, magro, semblante pálido e fechado,
que provoca arrepios em uns, e curiosidade indefinida em outros.
Logo a o chegar, o estranho se dirige a padaria e pede informações.
Seu Manuel, o dono, diz a o estranho que o pequeno hotel ficava a uma quadra dali.
Ele, muito curioso, tenta um diálogo com aquela pessoa.
Mas devido a pouca simpatia do estranho, em seus trajes formais,
de cor escura, quase nada fica sabendo.
E quem conta um conto aumenta um tanto.
Logo o estranho se transforma num ET.
Com passos vagarosos, entra pela porta do pequeno hotel e se dirige`à recepção.
Olha para o gerente, de maneira sombria, com seu olhar penetrante,
de matiz negro brilhante.
O gerente sente um calafrio, ingole em seco...
mas consegue perguntar se o estranho quer um quarto.
Esse responde que sim.
O gerente entrega a chave e o estranho vai para o quarto.
Naturalmente, em uma cidade de pouco mais de oito mil habitantes,
o falatório foi aumentando, mais e mais.
Até que alguém foi escolhido para fazer o estranho se identificar.
O delegado foi designado para a tarefa.
O delegado chama o estranho para ir até a delegacia.
A o chagar a o local, o indivíduo se senta em frente a autoridde, que lhe pergunta:
" O que você quer em nossa cidade? "
Que lhe responde:
" Que está na hora de saber, de uma vez por todas,
que há muito tempo não faz mais parte do mundo dos vivos
você e todo o povo aqui existentes ".
Conclusão: Nem tudo que aparenta existir é verdadeiro e nem toda a fantasia é irreal.
Pois, o que é fantasia e o que é irreal?
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